Como todas as ações e atitudes que tomamos na vida, as consequências podem, na maioria das vezes, ser mais desastrosas do que sequer imaginamos. E quando se trata de ciumes as proporções são ainda maiores. Nem preciso dizer que ciúmes é reflexo de inseguranças e medos inexplicáveis que só quem sente e vive isso sabe (ou nem mesmo sabe) explicar. A falta dessa definição e de uma total inexistência da razão gera histórias terríveis na vida real e também permeia muitas das histórias de filmes.
Como não lembrar de Atração fatal ? Onde Glen Cloose enlouquece após ser deixada pelo amante casado e decide perturbar a vida dele e da familia. Anos depois eis que surge uma nova produção nas telonas O preço da traição, estrelado por Julianne Moore - uma mulher que pensa estar sendo traída e se ver envolvida numa trama incrível e bem atual. Muitas coisas podem ser apontadas e bem pensadas quando falamos desse filme, que esta passando meio desapercebido pelos cinemas. Mas o que me chama a atenção é a simplicidade e verossimidade desse roteiro.
Afinal, quem nunca sentiu ciumes? Quem nunca imaginou histórias? Mas certamente você não imaginaria o que essa história é capaz de desenvolver. Tanto que as citações do marido (vivido pelo belo e maduro Liam Neeson) ao lembrar que o distanciamento do casal, após 20 anos de união, se deve também ao fato de que a mulher não o toca mais deve tocar em cheio as mulheres de meia idade e vivências tão semelhantes.
A mulher, por sua vez, reclama das coisas tipicas femininas como o suposto interesse do companheiro pelas belas e jovens mulheres e o fato de que ele se mantem atraente enquanto a lei da gravidade e a crueldade da natureza nos poem sempre em desvantagem. Enfim, esse é o tipo do filme que a gente fica louca para comentar cada detalhe (o que estragaria a trama) e ainda recomendar para as amigas, mãe, sogra e todas as criaturas da raça feminina que deixam seus hormônios gritarem cada vez mais.
Como disse no inicio, todas as nossas ações tem consequências sim e por conta disso um preço que temos que estar dispostos a pagar, mesmo que a mercadoria nem seja tão valiosa assim. O que sei é que o filme, pra variar, me faz pensar e re-pensar nos meus sentimentos, nas minhas relações e que -definitivamente - eu quero mais é ser feliz de verdade e para isso talvez seja mais interessante não pensar tanto e não procurar pêlo em ovo - literalmente. Nem acredito que eu, ciumentíssima, estou aqui dizendo isso - coisas do cinema. Eu recomendo!